MÉDIUNS - QUE TIPO DE MÉDIUM VOCÊ É ?
Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada,que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva. Deve-se notar, ainda, que essa faculdade não se revela em todos da mesma maneira. Os médiuns têm, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos, o que os divide em tantas variedades quantas são as espécies de manifestações.
As principais são:
médiuns de efeitos físicos,
médiuns sensitivos ou impressionáveis,
auditivos,
falantes,
videntes,
sonâmbulos,
curadores,
peneumatágrafos.
1. MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS
Os médiuns de efeitos físicos são particularmente aptos a produzir
fenômenos materiais como os movimentos dos corpos inertes, os ruídos,
etc. Podem ser divididos em médiuns facultativos e médiuns involuntários.
Os médiuns facultativos
têm consciência do seu poder e produzem fenômenos espíritas pela
própria vontade. Essa faculdade embora inerente à espécie humana, como
disse, não se manifesta em todos no mesmo grau. Mas se são poucas as
pessoas que não a possuem, ainda mais raras são as que produzem grandes
efeitos como a suspensão de corpos pesados no espaço, o transporte
através do ar e sobretudo as aparições.
Os
efeitos mais simples são o da rotação de um objeto, de pancada por meio
de movimentos desse objeto ou dadas interiormente na sua própria
substância. Sem se dar importância capital a esses fenômenos, achamos
que não devem ser menosprezados. Podem proporcionar interessantes
observações e contribuir para firmar a convicção. Mas convém notar que a
faculdade de produzir efeitos materiais raramente se manifesta entre os
que dispõem de meios mais perfeitos de comunicação, como a escrita e a
palavra. Geralmente a faculdade diminui num sentido à medida que se
desenvolve em outro.
Os médiuns involuntários ou naturais são
os que exercem a sua influência sem querer. Não têm nenhuma consciência
do seu poder e quase sempre o que acontece de anormal ao seu redor não
lhes parece estranho. Essas coisas fazem parte da sua própria maneira de
ser, precisamente com as pessoas dotadas de segunda vista e que nem o
suspeitam. Essas pessoas são dignas de observação e não devemos
descuidar de anotar e estudar os fatos dessa espécie que possam chegar
ao nosso conhecimento. Eles surgem em todas as idades e frequentemente
entre crianças ainda pequenas.
Esta
faculdade não é, por si mesma, indício de estado patológico, pois não é
incompatível com a saúde perfeita. Se a pessoa que a possui é doente,
isso provém de outra causa. Os meios terapêuticos aliás, são impotentes
para fazê-la desaparecer. Em alguns casos ela pode aparecer depois de
uma certa franqueza orgânica, mas esta não é jamais a sua causa
eficiente. Não seria razoável, portanto, inquietar-se com ela no tocante
à saúde. Só haveria inconveniente se a pessoa, tornando-se médium
facultativo, a usasse de maneira abusiva, pois então poderia ocorrer
excessiva emissão de fluido vital, determinando enfraquecimento
orgânico.
2. MÉDIUNS SENSITIVOS OU IMPRESSIONÁVEIS
São assim designadas às pessoas capazes de sentir a presença dos
Espíritos por uma vaga impressão, uma espécie de arrepio geral que elas
mesma não sabem o que seja. Esta variedade não apresenta caráter bem
definido. Todos os médiuns são necessariamente impressionáveis, de
maneira que a impressionabilidade é antes uma qualidade geral do que
especial: é a faculdade rudimentar indispensável ao desenvolvimento de
todas as outras. Difere da impressionabilidade puramente física e
nervosa, com a qual não se deve confundi-la, pois há pessoas que são
neuricamente e sentem mais ou menos a presença dos Espíritos, ao passo
que outras muito suscetíveis absolutamente não os percebem.
Essa
faculdade se desenvolve com o hábito e pode atingir uma tal sutileza
que a pessoa dotada reconhece, pela sensação recebida, não só a natureza
boa ou má do Espírito que se aproximou, mas também a sua
individualidade como o cego reconhece, por um certo não sei que, a aproximação desta ou daquela pessoa.
Ela se torna, em relação aos Espíritos, um verdadeiro sensitivo. Um bom
Espírito produz sempre uma impressão suave e agradável; a de um mau
Espírito, pelo contrário é penosa, angustiosa e desagradável; tem como
que um cheiro de impureza.
3. MÉDIUNS AUDIENTES
São os que ouvem a voz dos Espíritos. Como já disse tratar da pneumatofonia,
é algumas vezes uma voz interna que se faz ouvir no foro íntimo. De
outras vezes é umas voz externa, clara e distinta como a de uma pessoa
viva. Os médiuns audientes podem assim conversar com os Espíritos.
Quando adquirem o hábito de comunicar-se com certos Espíritos, os
reconhecem imediatamente pelo timbre da voz. Quando não se possui essa
faculdade, pode-se também comunicar com um Espírito através de um médium
audiente, que exerce o papel de intérprete.
Esta
faculdade é muito agradável, quando o médium só ouve Espíritos bons ou
somente aqueles que ele chama. Mas não se dá o mesmo quando um Espírito
mau se apega a ele, fazendo-lhe ouvir a cada minuto as coisas mais
desagradáveis e algumas vezes mais inconvenientes. É necessário então
tratar de desembaraçar-se, pelos meios que indicaremos no capítulo da Obsessão.
4. MÉDIUNS FALANTES
Os médiuns audientes, que apenas transmitem o que ouvem, não são
propriamente médiuns falantes. Estes, na maioria das vezes, não ouvem
nada. Ao servir-se deles, os Espíritos agem sobre os órgãos vocais, como
agem sobre as mãos nos médiuns escreventes.
O Espírito se serve para a
comunicação dos órgãos mais flexíveis que encontra no médium. De um
empresta as mãos, de outro as cordas vocais e de um terceiro os ouvidos.
O médium falante em geral se exprime sem ter consciência do que diz, e
quase sempre tratando de assuntos estranhos às suas preocupações
habituais, fora de seus conhecimentos e mesmo do alcance de sua
inteligência.
Embora
esteja perfeitamente desperto e em condições normais raramente se
lembra do que disse. Numa palavra, a voz do médium é apenas um
instrumento e que o Espírito se serve e com o qual outra pessoa pode
conversar com este, como o faz no caso de médium audiente.
Mas
nem sempre a passividade do médium falante é assim completa. Há os que
têm intuição do que estão dizendo, no momento em que pronunciam as
palavras. Voltaremos a tratar desta variedade quando nos referimos aos
médiuns intuitivos.
5. MÉDIUNS VIDENTES
Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os
que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados,
guardando lembrança precisa do que viram.
Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado do sonambulismo. É raro que esta faculdade seja permanente , sendo quase sempre o resultado de uma crise súbita e passageira.
Podemos incluir na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de segunda-vista. A possibilidade de ver os Espíritos em sonho é também uma espécie de mediunidade, mas não constitui propriamente a mediunidade de vidência.
Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado do sonambulismo. É raro que esta faculdade seja permanente , sendo quase sempre o resultado de uma crise súbita e passageira.
Podemos incluir na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de segunda-vista. A possibilidade de ver os Espíritos em sonho é também uma espécie de mediunidade, mas não constitui propriamente a mediunidade de vidência.
O
médium vidente acredita ver pelos olhos, como os que tem a dupla-vista,
mas na realidade é a alma que vê, e por essa razão eles tanto veem com
os olhos abertos ou fechados. Dessa maneira, um cego pode ver os Espíritos como os que têm visão normal.
Devemos distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver os Espíritos. As primeiras ocorrem com mais frequência no momento da morte de pessoas amadas ou conhecidas, que vêm advertir-nos de sua passagem para o outro mundo. Há numerosos exemplos de casos dessa espécie, sem falar das ocorrências de visões durante o sono.
De outras vezes são parentes ou amigos que, embora mortos há muito tempo, aparecem para nos avisar de um perigo, dar um conselho ou pedir ajuda. Essa ajuda é sempre a execução de um serviço que ele não pôde fazer em vida ou o socorro das preces.
Essas aparições constituem fatos isolados,tendo um caráter individual e pessoal. Não constituem, pois, uma faculdade propriamente dita. A faculdade consiste na possibilidade, senão permanente, pelo menos frequente, de ver os Espíritos que se aproximam, mesmo que estranhos. É essa faculdade que define o médium vidente.
6. MÉDIUNS SONÂMBULOS
O sonambulismo pode
ser considerado como uma variedade da faculdade mediúnica, ou melhor,
trata-se de duas ordens de fenômenos que se encontram frequentemente
reunidos.
O sonâmbulo age por influência do seu próprio Espírito. É a sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos.
O que ele diz procede dele mesmo. Em geral, suas ideias são mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos são mais amplos porque sua alma está livre. Numa palavra, ele vive por antecipação a vida dos Espíritos.
O sonâmbulo age por influência do seu próprio Espírito. É a sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos.
O que ele diz procede dele mesmo. Em geral, suas ideias são mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos são mais amplos porque sua alma está livre. Numa palavra, ele vive por antecipação a vida dos Espíritos.
O médium, pelo contrário, serve de instrumento a outra inteligência. É passivo e o que diz não é dele.
Em
resumo: o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento e o médium exprime
o pensamento de outro. Mas o Espírito que se comunica através de um
médium comum pode também fazê-lo por um sonâmbulo.
Frequentemente mesmo o
estado de emancipação da alma, no estado sonambúlico, torna fácil essa
comunicação. Muitos sonâmbulos veem perfeitamente os Espíritos e os
descrevem com a mesma precisão dos médiuns videntes. Podem conversar com
eles e transmitir-nos o seu pensamento. Assim, o que eles dizem além do
círculo de seus conhecimentos pessoais lhe é quase sempre sugerido por
outros Espíritos.
7. MÉDIUNS CURADORES
Esse gênero da
mediunidade consiste principalmente no dom de curar por simples toques,
pelo olhar ou mesmo por um gesto, sem nenhuma medicação. Certamente
dirão que se trata simplesmente de magnetismo.
É evidente que o fluido magnético exerce um grande papel no caso. Mas, quando se examina o fenômeno com devido cuidado, facilmente se reconhece à presença de mais alguma coisa. A magnetização comum é uma verdadeira forma de tratamento, com a devida sequência, regular e metódica.
É evidente que o fluido magnético exerce um grande papel no caso. Mas, quando se examina o fenômeno com devido cuidado, facilmente se reconhece à presença de mais alguma coisa. A magnetização comum é uma verdadeira forma de tratamento, com a devida sequência, regular e metódica.
No caso referido as coisas se passam de maneira inteiramente
diversa. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, se
souberem cuidar do assunto convenientemente. Mas entre os médiuns
curadores a faculdade é espontânea, e às vezes a possuem sem jamais
terem ouvido falar de magnetismo.
A intervenção de uma potência oculta, que caracteriza a mediunidade, torna-se evidente em certas circunstâncias. E o é, sobretudo, quando consideramos que a maioria das pessoas qualificáveis como médiuns curadores recorrem à prece, que é uma verdadeira evocação.
A intervenção de uma potência oculta, que caracteriza a mediunidade, torna-se evidente em certas circunstâncias. E o é, sobretudo, quando consideramos que a maioria das pessoas qualificáveis como médiuns curadores recorrem à prece, que é uma verdadeira evocação.
8. MÉDIUNS PNEUMATÓGRAFOS
Essa designação
corresponde aos médiuns que tem aptidão para obter a escrita direta, o
que não é dado a todos os médiuns escreventes. Essa faculdade é por
enquanto muito rara. Provavelmente se desenvolve por exercício. Mas,
como disse, sua utilidade prática se limita à comprovação evidente da
intervenção de uma potência oculta nas manifestações. Só a experiência
pode revelar se a gente a possui. Pode-se, pois, experimentar, como se
pode interrogar um Espírito protetor através de outras formas de
comunicação.

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