Obsessão, fascinação, subjugação e possessão
Já conversamos em outros posts sobre obsessão. É um tipo de influência energética sobre o ser humano e vai além do campo alma/mente podendo atuar no organismo como um todo com sintomas de mal-estar, insônia, queda de cabelo, tristeza, angústia, dores físicas, desequilíbrios emocionais, entre outros.
Dessa forma, a obsessão é entendida de uma forma geral, mas segundo
Kardec, no Livro dos Médiuns, dividiu as obsessões em quatro fases.
Confira:
Fase 1 – Obsessão Simples
É aquela em que o obsedado apresenta a consciência da influência de
um espírito menos elevado espiritualmente, ou seja, um “espírito
enganador” e este, por sua vez, não disfarça seus interesses, intenções,
desejos e vontades. Uma obsessão realmente se inicia por meio de nossos
pensamentos e, muitas vezes, poderemos não perceber isso de imediato.
Somente após algum tempo, daremos conta de que existe sim alguém
invisível tomando conta de nossos pensamentos e sentimentos distantes da
realidade de ser do próprio indivíduo. Ela é muito comum entre nós,
portanto, é preciso ficar ligado nos momentos de fixação de ideias,
desconfianças excessivas, insegurança pessoal, perturbação interior,
momentos de tristeza, raiva, angústia, enfim, qualquer comportamento
estranho que foge de nossa serenidade Divina.
Fase 2 – Fascinação
As consequências são mais graves neste estágio. É uma influência
suave, imperceptível, porém traiçoeira em que os espíritos vingativos
exercerão interferência de ideias, pensamentos e sentimentos negativos
sobre o indivíduo. Neste caso, o espírito obsessor toma conta dos
pensamentos da pessoa de forma que ela não consiga julgar suas próprias
ações e atitudes. O espírito obsessor consegue inspirar na pessoa uma
confiança cega, ou seja, por pior que seja determinada situação aos
olhares dos outros, para o obsedado, tudo está normal e equilibrado.
Kardec nos alerta que a fascinação é mais comum do que se imagina.
Fase 3 – Subjugação
Aqui a vontade da vítima é totalmente paralisada, ou seja, o espírito
obsessor tomará conta de sua mente, de seus atos, pensamentos e
sentimentos em todos os sentidos, controlando assim as vontades do
indivíduo. A subjugação poderá ser dividida em corpórea e moral. Na
corpórea, o espírito obsessor age sobre os órgãos, a matéria, ou seja,
provocará movimentos involuntários, sem conexão com a realidade. Já na
subjugação moral, a vítima tomará decisões aparentemente absurdas,
incoerentes, comprometedoras, mas para ela tudo segue dentro da
normalidade, como se fossem atitudes sensatas.
Fase 4 – Possessão
Na possessão, ocorre a imantação do espírito obsessor a determinada
pessoa, dominando-a tanto de forma física quanto moral. Enquanto que o
espírito obsessor atua exteriormente na subjugação, aqui (na possessão),
ele substitui, podemos assim dizer, o espírito do encarnado. Elege o
corpo deste para seu domicílio, sem que o encarnado deixe o corpo
definitivamente, o que só ocorrerá com a morte. A possessão, portanto, é
temporária, descontínua, alternada, logo ocorrerá em alguns momentos e
situações.
Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão,
dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se
serve como o faria com o seu próprio: fala por sua boca, enxerga pelos
seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é
mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala,
transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último
mesmo quem fala e quem age, e, se alguém o conheceu em vida,
reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela
expressão da fisionomia”. (GE. Cap. XIV – Item 47)

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