PASSE MEDIÚNICO
O que é
O Passe Espírita, ou Fluidoterapia, como é também
conhecido, é uma transfusão de uma certa quantidade de
energias fluídicas vitais (psíquicas) ou espirituais,
utilizando-se a imposição das mãos, com o propósito de atuar em nível perispiritual, usada e
ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos. Origina-se das
práticas de cura do Cristianismo Primitivo.
Há
pessoas (médiuns passistas) que tem uma capacidade maior de
absorção e armazenamento dessas energias que emanam do Fluido
Cósmico Universal e da própria intimidade do Espírito. Tal
capacidade as coloca em condições de transmitirem essas
energias a outras criaturas que eventualmente estejam
necessitando. A aglutinação dessa força se faz
automaticamente e também, atendendo ao apelo do médium
passista (prece) que então municiado dessa carga, transmite de
suas mãos em discretos movimentos.
Para que Serve
Como
permuta das energias universais, quer entre desencarnados, quer
entre encarnados elege-se por delicado e precioso auxiliar a ser
utilizado no tratamento das doenças de longo curso; nas crises
bruscas e repentinas de dor, no combate às chamadas "doenças-fantasmas",
nas perturbações espirituais transitórias que sofrem as almas
encarnadas, nas enfermidades da mente, no reequilíbrio de si
mesmo, quando o homem está sob o fogo da auto-obsessão, nos
abalos do sistema nervoso...
Por
atuar diretamente sobre o perispírito, ou seja, sobre a
matriz onde se funde o nosso organismo físico e, por
conseguinte, onde se localizam as raízes profundas de nossos
distúrbios somáticos, o passe é o mais importante elemento
para a promoção do equilíbrio perdido ou ainda não
conquistado, sempre que todo e qualquer desajuste se instale ou
se revele.
Objetivos do passe
Em
primeiro lugar o Passe é direcionado para a pessoa ou para o
espírito que carece e procura por esse notável "agente de
cura", o socorro que lhe proporciona o reequilíbrio orgânico,
psíquico, perispiritual e espiritual.
Em
segundo lugar, apesar do socorro fluídico propiciar, quase
sempre, o alívio dos males orgânicos e o reequilíbrio psíquico,
com notáveis conquistas no campo físico e perispiritual, a
cura de qualquer mal não será atingida se as causas desse mal
não forem sanadas.
Assim sendo, o assistido necessita de
"evangelhoterapia", submetendo-se aos tratamentos
espirituais que a Casa Espírita vai oferecer e, mais tarde, do
estudo. Nesse sentido, a Fluidoterapia objetiva auxiliá-lo
nessa conquista, na auto-cura, propiciando-lhe o reequilíbrio
transitório, com base no tratamento das causas, até
que ele, por si, tenha meios de combater os efeitos.
Através do
reequilíbrio energético, a pessoa aos poucos consegue ter
modificada sua visão, enxergando as mesmas circunstâncias de
maneira diversa. Dessa forma ela consegue modificar a sua vida,
não com uma mudança das situações que o cercam mas com a
mudança de sua ótica em relação a elas.
Transmissão do passe
O
fluxo energético se mantém e se projeta às custas da vontade
do médium passista, assim como de entidades espirituais
desencarnadas que auxiliam na composição dos fluidos.
A
transmissão do Passe se faz pela vontade que dirige os fluidos
para atingir os fins desejados. Dessa forma, podemos concluir
que a disposição mental de quem aplica o Passe e de quem o
recebe é muito importante.
As
forças fluídicas vitais (psíquicas) dependem do estado de saúde
do médium passista e as espirituais de seu grau de elevação
moral. Assim é que o médium passista deverá estar o mais possível
em equilíbrio orgânico e moral.
Na
transmissão do Passe deve-se evitar condicionamentos que possam
desvirtuar a prática espírita, assim como as encenações e
gesticulações. Todo poder e toda eficácia do Passe dependem
do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium
passista e não dele mesmo.
As
encenações preparatórias: mãos erguidas ao alto e abertas,
para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas
sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor assimilação fluídica,
braços e pernas descruzados para impedir a livre passagem dos
fluidos, e assim por diante, sé servem para ridicularizar o
passe, o passista e o paciente.
O
médium passista age somente sob a influência da entidade, não
havendo necessidade de incorporação mediúnica, não precisa
falar, aconselhar ou transmitir mensagens concomitantes ao
passe.
O
passe deve ser silencioso, discreto, sem o balbuciar de preces,
repetições de chavões ou orientações a modo de palavras
sacramentais.
Não
há a necessidade do toque, a qualquer pretexto, no assistido. A
transmissão da energia se dá através de aura a aura. O toque
pode causar reações contrárias a boa recepção de fluidos e
criar situações embaraçosas que convém prevenir.
Não
há necessidade de o médium passista receber passe de outro médium
ao final dos trabalhos, a pretexto de revitalização. À medida
que o passista aplica o passe ele automaticamente se recarrega
de fluidos salutares. Poderá haver cansaço físico, mas não
desgaste fluídico se o passista estiver em condições físicas
e espirituais e o trabalho estiver bem orientado.
Evitar
os passes em domicílio para não favorecer comodismo. Em casos
de doença grave ou impossibilidade total do assistido em
comparecer a casa espírita, deverá ser ministrado por uma
pequena equipe, na residência do necessitado, enquanto perdurar
o impedimento.
Deve-se
evitar a prática de dar-se passes em roupas, toalhas, objetos,
fotografias que pertençam ao doente, para que ele seja atendido
à distância.
Deve-se
sempre aliar ao tratamento espiritual, o tratamento médico,
pois os benefícios somar-se-ão em favor do necessitado.
Em
geral, os assistidos tomam os passistas ou trabalhador como
exemplo de elevação. Recomenda-se, então, a tais servidores o
cuidado em sua conduta e conversas, pautando sempre pela elevação
e dignidade.
Será
sempre aconselhável apresentar-se na sala de passes de maneira
mais simples possível, sendo inconveniente jóias, bijuterias,
ou peças quaisquer que o passista ao movimentar-se produzam ruídos,
vestes exageradas impeçam os movimentos, perfumes fortes que,
por serem voláteis, impregnam a câmara de passes modificando a
pré disposição dos que nela penetram.
Não
há necessidade de roupas especiais (uniformes) para a transmissão
do passe, sob o pretexto de higiene e facilitar a transmissão
de energias.
Médiuns Passistas
Pondera-se,
por vezes, que a aplicação de passes exige que o homem possua
determinadas qualidades inatas, chegando-se mesmo a confundi-las
com a mediunidade curativa ou com o conhecimento de certas e determinadas "orações secretas"
Assim,
nem todos poderiam ministrá-lo.
Essas
afirmações trazem uma verdade e um engano ao mesmo tempo.
O
engano está na restrição que se queira criar, selecionando
aqueles que não possuam dons especiais para ser passistas. Na
realidade qualquer pessoa sadia, em princípio, pode aplicá-lo
e o aplica mesmo inconscientemente já que os Mentores Divinos,
na sua tarefa de amparo, nem sempre podem aguardar a perfeição
do intermediário que se lhes oferece para só então exercer
sua bênção regenerativa.
A
verdade está em que o conhecimento do mecanismo do passe e o
aprimoramento moral e espiritual do homem facultam mais eficácia
nos seus efeitos, criando condições básicas no paciente.
Num
sentido geral, ninguém recebe uma graça ou um acréscimo
especial da Misericórdia Divina para ser aqui na Terra, um
passista comum. E no mesmo sentido, ninguém, para essa
atividade normal, traz missão especialíssima.
Por
isso é que, mesmo sem nunca tê-lo praticado, qualquer um de nós,
que repletemos o coração de confiança nos Planos Celestes e
sustentemos pensamentos de amor e humildade, pode ensaiar as
primeiras experiências de transmitir essa maravilhosa força de
saúde e harmonia em favor de nossos semelhantes.
E o fato de não
nos julgarmos dignos ou possuídos de suficientes conhecimentos
não nos exime de submeter os nossos semelhantes à ação de
nossos pensamentos. E esse envolvimento natural é uma das fases
embrionárias em que desenvolvemos nossa vontade e que nos
conduzirá, um dia, à condição de passistas espontâneos e
generosos, tão logo nos empreguemos na conquista do Bem.
Para
nos qualificarmos como bons servidores do passe, precisamos
muito esforço, muita vontade ativa, muita disciplina para irmos
adquirindo certas condições mínimas, para sua aplicação.
Quando deve ser aplicado ?
A
variação das condições fluídicas perispirituais de qualquer
criatura viva produz desequilíbrios orgânicos e psicológicos,
que podem dar origem a enfermidades.
Alterações
psicológicas ou traumas orgânicos podem provocar mudanças fluídicas
na camada exterior do perispírito, agravando doenças ou
iniciando estados mórbidos.
Daí a importância da terapia energética
dos passes como tratamento, mas principalmente como profilaxia das
enfermidades. Por isso o passe deve ser aplicado regularmente,
desde que seja esclarecido que o procedimento não é obrigatório,
para desvinculá-lo de ritual ou dogma.
Passes nas crianças
Os
passes nas crianças deverão ter as mesmas características do
que os Passes nos adultos, apenas com o cuidado de evitar atingir
o centro genésico, sem que isso se torne regra, pois as crianças,
bem o sabemos, são Espíritos reencarnantes e que podem trazer em
gérmen características que ignoramos.

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